Culturais

MUSEU CASA DO ARCANO

A Casa do Arcano integra conjunto de valências que constituem o Núcleo Museológico da Ribeira Grande – estrutura patrimonial polinucleada que, desde 1986, estuda, conserva e explica à comunidade o espaço e o tempo no concelho da Ribeira Grande, desde a sua formação e evolução geológica, passando pelas suas vertentes histórica, geográfica, antropológica e sociológica, até ao presente.

Os vários quadros, dispostos nos três pisos do móvel/expositor, são compostos por figurinhas, todas elas moldadas à mão e formadas por vários materiais, tais como farinha de arroz, gelatina animal, goma-arábica e vidro moído.

De acordo com o Tributo de Gratidão, escrito por José Maria da Câmara Vasconcelos, cunhado do seu irmão, vindo no jornal A União do mês de Dezembro de 1858, a autora ambicionava alcançar um triplo propósito: louvar a Deus, entreter e ensinar catequese.

Foi considerado o primeiro tesouro regional, pelo DLR n.º9/2009/A, de 3 de Junho de 2009.

MUSEU DA EMIGRAÇÃO AÇORIANA

O Museu da Emigração Açoriana nasceu da vontade de alguns emigrantes que durante os anos 90 do século XX instigaram a Câmara Municipal da Ribeira Grande para que fosse criado um espaço que pudesse lembrar e mostrar a história da emigração açoriana de milhares de açorianos que partiram em busca de uma vida melhor.

Após a doação de muitas dezenas de objetos oferecidos a esta edilidade por parte do ex-presidente do Governo Regional dos Açores, João Bosco Mota Amaral, a fim de fazer parte do espólio do futuro Museu da Emigração Açoriana, a elaboração, conceção e construção do Museu da Emigração Açoriana ficou mais perto de um final de concretização, o que viria a acontecer no ano de 2005 a 9 setembro.

A primeira exposição esteve a cargo de José Almeida e Mello, ficando em exposição o espólio da sua família, emigrante nos Estados Unidos da Améria no século XIX e que fez parte do Museu da Emigração Açoriana durante oito meses desde a sua inauguração.

Em 2015, ano em que se celebram 10 anos de Museu da Emigração Açoriana, este espaço mostra ao público uma renovação museológica, fruto da investigação que a equipa liderada por Rui Faria tem feito ao longo dos anos e que mostra a todos os visitantes uma visão geral sobre esta grande história da enorme História dos Açores, a emigração açoriana.

O Museu da Emigração Açoriana tem ao dispor de todos os visitantes um sítio na internet onde podem ser pesquisados diferentes formas da história e investigação desta temática da emigração açoriana, como é o caso das fichas de emigrante ou os requerimentos de emigrante do século XIX.

O Museu da Emigração Açoriana é um espaço de visita para todos os interessados nesta parte importante da história geral dos Açores, a emigração açoriana.

MUSEU MUNICIPAL DA RIBEIRA GRANDE

O visitante tem aqui uma excelente oportunidade de conhecer o trabalho que a Câmara Municipal da Ribeira Grande, através da sua Divisão de Acção Sócio-Cultural, nomeadamente no âmbito do seu Museu Municipal.

Trata-se de um projecto que assenta nos propósitos da recente Museologia, em especial, numa recorrência aos ecomuseus. Em concreto, é um Museu de Comunidade ou de Identidade. Na sua Sede, ou Casa Mãe, o Solar de São Vicente Ferreira, freguesia da Ribeira Grande – Matriz, encontram-se várias exposições em permanência, entre elas, por exemplo, Arqueologia, Azulejaria e Ofícios Tradicionais. Visitando-as o interessado é, em simultâneo, convidado a procurar os Núcleos do Museu. Aqui entra o contributo da comunidade, seja pela participação da tecedeira, do moleiro ou até mesmo do ceramista.

No projecto museológico ribeiragrandense o que conta é, acima de tudo, o despertar para a realidade patrimonial concelhia, a material e a imaterial, seja a do passado, seja a do presente, não se descurando os olhos no futuro, no sentido da sua preservação e divulgação. A identidade concelhia, reforçada por esse esforço de manter a memória viva, é a sua melhor consequência.

Na visita ao Museu Municipal encontramos exposições permanentes sobre temas como Arqueologia, Arte Sacra, Moinhos de água, Lagar, Arquitectura ‘chã’, Azulejaria, Trajo, Cerâmica. Encontramos também oficinas tradicionais montadas de forma a retratar como era uma Sapataria, uma Carpintaria, a Tecelagem, a Latoaria e uma Barbearia, antigamente, na Ribeira Grande. Podemos também ver o presépio movimentado Presépio do Senhor Prior, vulgarmente, conhecido por Presépio do Senhor Prior

TEATRO RIBEIRAGRANDENSE

O Teatro da Ribeira Grande começou a ser construído em 1920, funcionando desde 1922 e sendo concluído em 1933. Ao longo das décadas seguintes, tornou-se numa verdadeira sala de espetáculos polivalente da Ribeira Grande, acolhendo os mais variado leque de manifestações culturais.

Em 1988 é adquirido pela edilidade que o remodela e amplia, tornando-se num equipamento de larga qualidade. O novo complexo foi inaugurado em 2000. Do primitivo edifício mantém-se a configuração da sala de espetáculos e a sua fachada que é o elemento mais representativo com a mistura de elementos formais de várias proveniências culturais e estilísticas (Hermano Teodoro).